Sexo, mercadoria e hábitos de consumo em HQ
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Sexo, mercadoria e hábitos de consumo em HQ

Sexo, mercadoria e hábitos de consumo em HQ : comunicação, empreendedorismo e gestão de si como produto

Clarisse Setyon

Orientador(a): Gisela Castro

Considerando que a cultura midiática é também cultura de consumo,  comunicação e consumo aparecem como práticas sociais fundamentais na  contemporaneidade. Analisando a forte presença da tematização da sexualidade na  produção midiática atual, descortina-se um cenário que aqui está sendo denominado  mercadorização do sexual. Este cenário tem como pano de fundo a pós-modernidade, a sociedade do espetáculo, o espaço social onde indivíduos autônomos, em busca de uma pseudosegurança  procuram, avidamente, não apenas regras e modelos de conduta como também o constante aprimoramento de suas subjetividades a fim de alcançar posição de destaque junto aos seus grupos de referência. Nota-se hoje em dia a proliferação de uma vasta gama de produtos, serviços e saberes relacionados ao que estamos chamando de práticas de consumo no âmbito das relações sexuais. São muitos os discursos midiáticos que têm colaborado para esta mercadorização da esfera sexual, transformando práticas e objetos em produtos e serviços à disposição no mercado de varejo. Nesta reflexão sobre a tematização do sexual na cultura midiática, são examinadas campanhas publicitárias e  programas de TV que tratam da sexualidade contemporânea. Mais especificamente, este trabalho pretende examinar o discurso elaborado através das tirinhas de Adão Iturrusgarai, publicadas no jornal Folha de S.Paulo. Da vasta e variada produção do autor, recortamos para esse nosso estudo uma série de tiras que, a nosso ver, tomam como tema a sexualidade contemporânea e funcionam como ácida crítica social por meio da linguagem das histórias em quadrinhos.

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