Regulação internacional de basiléia
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Regulação internacional de basiléia

Regulação internacional de basiléia: Perspectiva co-evolutiva das regras em razao da interação entre regulador e instituição financeira

Cristiane Maria de Moura Guedes

Orientador(a): Frederico Araujo Turolla

Este estudo tem como objetivo geral analisar se as organizações financeiras interagiram e influenciaram significativamente as instituições regulatórias produzindo mudanças ou ajustes nas condições do ambiente bancário razão do compartilhamento de conhecimento e informações sobre a regulação e supervisão prudencial internacional, o Acordo de Basiléia. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, justificada pela complexidade do fenômeno e os múltiplos aspectos envolvidos os quais dificilmente seriam capturados por abordagens quantitativas. O método utilizado é o estudo de caso único, com entrevistas em profundidade e análise de conteúdo para coleta e tratamento das informações. A lente teórica é a coevolução institucional, por ser uma teoria com perspectiva dinâmica ao considerar que no processo interativo entre organizações, instituições e o ambiente, os agentes se adaptam de maneiras distintas e independentes frente às novas condições. Mudanças na regulação podem ser associadas às manobras estratégicas das organizações financeiras na busca por evolução do ambiente, seja inovando instrumentos e influenciando os demais participantes ou articulando ações de cooperação. Neste sentido, analisa-se como a regulação internacional influenciou as organizações locais e como estas, no processo de interação com o regulador,  acabaram por influenciar mudanças no ambiente bancário. Observou-se que a evolução nas esferas de regulação e supervisão (medidas prudenciais preventivas) ocorreu diante de cenários adversos da economia global, onde organizações anteciparam mudanças regulatórias que lhes permitissem margem de manobra e maior conservadorismo diante de cenários de crises externa. Os exemplos de melhores práticas de gestão, governança e de instrumentos de precificação mais dinâmicos vindos do mercado internacional geraram mudanças estratégicas no campo organizacional, de adaptação das organizações ao contexto do ambiente e das escolhas de mudanças estratégicas que resultaram em forte e influente interação, individual e deliberada ou resposta coletiva às ameaças e oportunidades percebidas, com outras organizações do mercado e com o regulador através de cooperação técnica e troca de conhecimento, influenciando práticas estratégicas de interesse de organizações líderes e seus stakeholders.