Os discursos globalizados do empreendedorismo social
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Os discursos globalizados do empreendedorismo social

Os discursos globalizados do empreendedorismo social : narrativas heroicas, mundos possíveis e consumo simbólico

Angelina Sinato

Orientador(a): Vander Casaqui

O objetivo desse estudo é analisar o discurso globalizado da cena do empreendedorismo social. Para tanto, utilizamos a metodologia da análise crítica do discurso (FAIRCLOUGH, 2001) e (VAN DIJK, 2003) de narrativas de vida de empreendedores sociais para compreender seu papel social na contemporaneidade. Tomamos como objeto as narrativas, presentes na mídia digital, que constituem a imagem dos empreendedores sociais em instituições de abrangência mundial: Ashoka, Skoll Foundation e Schwab. Essas organizações articulam novos mundos possíveis (LAZZARATO, 2006), e representam de maneira emblemática o novo espírito do capitalismo (BOLTANSKI e CHIAPELLO, 2009). Além disso, atribuem legitimidade aos empreendedores sociais, que passam a ser vistos como olimpianos modernos, verdadeiros modelos de cultura (MORIN, 2011). O empreendedor social, em síntese, une a competência para empreender com a dedicação ao trabalho pelo “bem comum”. O pragmatismo da figura empreendedora se alia a características heroicas, que constituem o poder simbólico (BOURDIEU, 1989) desses atores sociais. Esse processo se dá por meio de um complexo
circuito de produção, circulação e consumo simbólico dessas narrativas heroicas globalizadas. A partir da difusão do fenômeno do empreendedorismo social, buscamos entender sua origem, sua constituição retórica e quais são os aspectos sociais e culturais a ele atrelados, como o processo de celebrização (TORRES, 2014) da figura do  empreendedor social.

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