O impacto da ambidestra na formação de capacidades não locais em subsidiárias de empresas de empresas multinacionais
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O impacto da ambidestra na formação de capacidades não locais em subsidiárias de empresas de empresas multinacionais

O impacto da ambidestra na formação de capacidades não locais em subsidiárias de empresas de empresas multinacionais

Aldo José Brunhara

Orientador(a): Felipe Mendes Borini

O objetivo desta tese foi o de verificar a associação da estratégia de Ambidestria, com a formação de capacidades não locais (NLB-FSAs – Non Located Bound – Firm Specific Advantages) em subsidiárias de Empresas Multinacionais. O marco teórico que sustentou a tese foi a visão baseada em recursos em negócios internacionais e o paradigma OLI refletido na discussão das capacidades organizacionais de subsidiárias estrangeiras. A pesquisa quantitativa, do tipo survey foi conduzida em abril de 2017 com subsidiárias estrangeiras que operam no Brasil. Foram recebidas 289 respostas válidas, de segmentos variados: indústria, comércio e serviços. Para testar o modelo, técnicas de regressão múltiplas foram aplicadas utilizando-se o sistema PLS (Partial Least Squares). Os resultados confirmam que a Ambidestria está associada à formação de NLB-FSA de maneira indireta. A Ambidestria leva à formação de capacidades locais, em forma de LB-FSAs (Located Bound – Firm Specific Advantages). Subsidiárias com LB-FSAs apresentam maior Competitividade, que por sua vez possibilita a subsidiária transbordar o conhecimento na forma de NLB-FSAs para a rede da multinacional. Em termos teóricos, a pesquisa fortalece a teoria VBR – Visão Baseada em Recursos e do OLI de Dunning (1980), mais especificamente, Ownership e Internalization, em que por meio da propriedade e exploração de seus recursos no exterior, as EMNs desenvolvem capacidades internalizadas, na forma de NLB-FSAs, a partir de mercados emergentes. Com relação aos estudos sobre Ambidestria, a tese evidencia que empresas ambidestras desenvolvem NLBFSAs a partir das capacidades LB-FSAs que possibilitam a melhoria da Competitividade. Adicionalmente, preenche um gap nos estudos sobre Ambidestria, uma vez que há ausência de estudos sobre o impacto da Ambidestria na formação de capacidades organizacionais, LB-FSAs e NLB-FSAs por subsidiárias de empresas multinacionais que atuam no Brasil Em termos de contribuição para gestão, auxilia na definição do modelo de gestão estratégica das multinacionais, uma vez que, ao usar estratégias ambidestras, possibilita o desenvolvimento de capacidades organizacionais competitivas a partir de um país emergente.