Interação Universidade e Empresa
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Interação Universidade e Empresa

Interação Universidade e Empresa - A força da marca como vetor para o patrocínio

Liliane Matias de Almeida

Orientador(a): George Rossi

A Instituição de Ensino Superior, como uma organização que produz conhecimento, tem o desafio da administração e manutenção da produção da pesquisa tecnológica científica. Com o crescimento econômico, as mudanças sociais e culturais, a ciência tornou-se fundamental para o desenvolvimento do país. E os altos custos para manutenção da pesquisa e a concorrência por recursos públicos abrem espaço para uma vertente de atuação que consiste na interação  entre a universidade e a iniciativa privada por meio da captação de recursos, questão tratada no presente estudo. As empresas, por sua vez, são motivadas pela magnitude e inovação que a pesquisa acadêmica conduz. Com esse cenário, a aproximação da iniciativa privada com a IES ganha espaço para parcerias. Parcerias estas nas quais o setor privado financia a produção de pesquisa dentro das IES e tem direito de se beneficiar com os resultados, por meio da pesquisa colaborativa. Outra questão abordada nesse estudo é a força da marca como vetor para a captação de recursos. As partes envolvidas desfrutam de benefícios diretos e indiretos, como valorização, fortalecimento e reconhecimento da marca – tanto do patrocinador como do patrocinado –, e, principalmente, inovação em produtos e serviços. Aliás, a hipótese central de nossa investigação é justamente que a força da marca favorece a interação entre universidade e empresa, trazendo como resultado a inovação. A pesquisa, do tipo exploratória, assumiu uma abordagem qualitativa e investigou a empresa Microsoft e a Universidade Caltech para compor o estudo de caso. Como resultados e contribuições ao campo, nota-se um caminhar natural da empresa em direção à universidade em busca da pesquisa colaborativa. É importante ressaltar que os desafios impostos na interação entre universidade e empresa englobam culturas e sistemas burocráticos das partes envolvidas, porém, esses eixos podem ser discutidos, conduzindo a um relacionamento desburocratizado e flexível.