Influência do ambiente institucional e da imersão nas redes externas na transferência reversa de capacidade tecnológicas em multinacionais brasileiras
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Influência do ambiente institucional e da imersão nas redes externas na transferência reversa de capacidade tecnológicas em multinacionais brasileiras

Influência do ambiente institucional e da imersão nas redes externas na transferência reversa de capacidade tecnológicas em multinacionais brasileiras

Maitê Alves Bezerra

Orientador(a): Felipe Mendes Borini

É amplamente reconhecido que as capacidades das empresas multinacionais derivam de sua habilidade de adquirir conhecimento de fontes distintas. Entretanto, a recente emersão das empresas multinacionais emergentes (EMNEs) fez surgir questionamentos acerca de como as capacidades que as levam a competir internacionalmente são constituídas. Assim como as MNEs tradicionais, as EMNEs buscam conhecimento em mercados estrangeiros. Porém estes conhecimentos tendem a ser de cunho tecnológico, já que possuem carência tecnológica em seu país de origem. Por meio das lentes teóricas das redes em negócios internacionais e da teoria de sistemas de inovação, é proposto que o desenvolvimento do ambiente institucional em conjunto com a imersão nas redes locais impactam o processo de transferência reversa de capacidades tecnológicas em EMNEs, especificamente brasileiras. A amostra do estudo é composta por 78 subsidiárias de EMNEs brasileiras instaladas no exterior. Os dados foram analisados por meio da modelagem de equação estrutural pelo método dos mínimos quadrados parciais (PLS). Os dados mostraram que a transferência reversa de capacidades tecnológicas em produto é mais propícia em subsidiárias localizadas em mercados avançados e altamente imersas na rede local de fornecedores. A transferência reversa de capacidades tecnológicas em processo é mais propícia a subsidiárias altamente imersas na rede local de fornecedores e de clientes, contudo a segunda se mostrou significante apenas a unidades estabelecidas por meio de aquisições. Os achados mostraram também que as subsidiárias tendem a ser mais imersas na rede local de clientes em ambientes desenvolvidos, ao passo que o ambiente não mostrou influência na imersão na rede de fornecedores. Outros achados de destaque foram o aparente baixo aproveitamento das fontes de conhecimento disponíveis às subsidiárias e a aparente tendência das EMNEs brasileiras de se internacionalizarem mais em busca de mercados do que em busca de tecnologia. No entanto esses achados necessitam de futuras análises. Espera-se com este estudo contribuir para a extensão da literatura de negócios internacionais existentes e para um melhor entendimento acerca da transferência reversa de capacidades tecnológicas em EMNEs