Impactos da distância Institucional e do conhecimento experiencial na velocidade de internacionalização de empresas multinacionais
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Impactos da distância Institucional e do conhecimento experiencial na velocidade de internacionalização de empresas multinacionais

Impactos da distância Institucional e do conhecimento experiencial na velocidade de internacionalização de empresas multinacionais

Rachel Xenia Chang

Orientador(a): Mário Henrique Ogasavara

A velocidade de internacionalização de empresas multinacionais por meio de subsidiárias no exterior constitui um relevante tópico na literatura de gestão internacional. Sua definição, entretanto, apresenta diferenças conceituais. Há autores que abordam a velocidade de internacionalização sob uma perspectiva unidimensional, considerando a diferença entre o ano da primeira atuação no exterior com o estabelecimento da subsidiária no país anfitrião e o ano de fundação da multinacional. Outros acrescentam a essa visão as entradas subsequentes à primeira internacionalização em um determinado país ou em uma região. A questão de como mensurar a velocidade de internacionalização também não apresenta um consenso entre os autores, podendo se relacionar às novas subsidiárias (velocidade de comprometimento) e aos países para atuação no exterior (velocidade de dispersão). Adicionalmente, aspectos extrínsecos e intrínsecos às subsidiárias podem influenciar o ritmo de sua expansão internacional. Este estudo objetiva analisar a influência das distâncias institucionais, desmembrada em seus pilares regulatório, normativo e cultural-cognitivo e o conhecimento experiencial, subdivido em experiência regional e global, na velocidade de comprometimento e de dispersão de multinacionais por meio de subsidiárias estrangeiras. Para isso, utilizou-se uma base secundária de empresas com 492 operações do setor eletroeletrônico, estabelecidas em 46 países. As hipóteses levantadas foram analisadas com o uso de correlações e regressões  lineares múltiplas. Os resultados apresentados sugerem três contribuições à literatura acadêmica. Primeiramente, é importante diferenciar a velocidade de internacionalização no que tange o comprometimento e a dispersão. Em segundo lugar, observa-se que o conhecimento experiencial modera de forma positiva a relação da velocidade de comprometimento e de dispersão com a distância institucional. Finalmente, uma alta distância regulatória e normativa pode ser positiva para a velocidade de comprometimento por meio de subsidiárias quando a multinacional possui pouca experiência internacional. Dessa forma, o estudo apresenta indícios de que outros aspectos podem contribuir positivamente para estimular a expansão internacional e, portanto, abre oportunidade para futuras contribuições ao tema velocidade de internacionalização.

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