Homem-homem, homem com H e homem-imagem
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Homem-homem, homem com H e homem-imagem

Homem-homem, homem com H e homem-imagem:Masculinidades midiáticas nas culturas do consumo.

Danilo Postinguel

Orientador(a): Profa. Dra. Rose de Melo Rocha

Esta dissertação é centrada nas representações midiáticas de masculinidades produzidas e veiculadas nas sociedades comunicacionais e nas culturas do consumo. Interessou-nos ainda perceber como estas representações dialogam com realidades sociais e contextos culturais mais amplos, relacionados a disputas simbólicas, processos econômicos e imaginários sociais que negociam o lugar e as formas de masculinidades tidas como desejáveis e/ou aceitáveis pelas modernas sociedades ocidentais. Assim, foram privilegiadas as discussões em torno de noções e representações de masculinidade mediadas por dinâmicas de comunicação e práticas de consumo. Nosso objetivo principal foi o de analisar como as masculinidades midiáticas que circulam pelas sociedades comunicacionais e do consumo, mobilizam diferentes perspectivas de masculinidades. Nossos objetivos secundários foram: a) além de elaborar uma estrutura teórico-conceitual (sobre as concepções de comunicação e consumo, de masculinidade e de representação midiática), b) identificar e problematizar como se apresentaram nas  representações midiáticas essas masculinidades, recorrendo aos eixos teóricos destacados, c) propor categorias de masculinidades que pudessem ser vislumbradas mediante a análise das peças publicitárias selecionadas e, d) retomar historicamente a construção da masculinidade para entender como se deu o processo de cristalização e as brechas para se pensar em masculinidades no plural, em seu sentido lato. Quanto à fundamentação teórica, contamos com a contribuição de Don Slater, Elisabeth Badinter, Everardo Rocha, Norval Baitello, Pedro Paulo de Oliveira, Rose de Melo Rocha, Sócrates Nolasco, Tânia Hoff dentre tantos outros teóricos que contribuem para pensar a tríade comunicação, masculinidades midiáticas e práticas de consumo. Esta bricolagem teórica propiciou construirmos uma metodologia que melhor buscasse contemplar o propósito desta pesquisa. Neste percurso, desenvolvemos ferramentas multi-metodológicas flexíveis, que tomavam como centralidade a imagem no contexto sociocultural brasileiro e, de maneira global, nas culturas do consumo. Assim, por se tratar da escolha de um objeto  contemporâneo – novas e outras masculinidades –, ainda em construção em nossa cultura, dadas suas múltiplas perspectivas investigativas, optamos por analisar a comunicação publicitária brasileira de cuecas entre as décadas de 1960 e 2010. Entre os resultados aferidos destacamos que, mesmo visualizando que houve uma majoritária confirmação midiática da masculinidade tradicional no corpus coletado, no entanto, esse material apresentou elementos que possibilitaram repensar até onde deve ir ou qual é o cerceamento que deve existir para delimitar o que é uma representação midiática de masculinidade. Diante deste resultado, lançamos a possibilidade, a partir dos Estudos de Recepção, de entender como os homens percebem a oferta de masculinidades na comunicação midiática e publicitária e posteriormente como o consumo dessas representações imagéticas refletem na constituição de identidades de consumo e de gênero a partir daquilo que circula nessa esfera do consumo, intitulada por nós de Consumosfera.

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