Excesso de confiança, ancoragem e conhecimento financeiro
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Excesso de confiança, ancoragem e conhecimento financeiro

Excesso de confiança, ancoragem e conhecimento financeiro: Uma abordagem experimental

Ricardo Chagas Cruz

Orientador(a): Cristina Helena P Mello

O uso de heurísticas para o suporte da análise racional dos agentes econômicos quando da tomada de decisão em relação a ganhos e perdas no processo decisório em finanças, a partir da década de 70 passou a ser motivo de questionamento dos estudiosos de Economia e Psicologia Experimental gerando um arcabouço teórico hoje denominado Finanças Comportamentais. Com as contribuições de Daniel Kahneman e Amos Tversky, laureados com o Prêmio Nobel de Economia (2002), os estudos tomaram um impulso considerável nas finanças de mercados internacionais e nacionais que buscam entender como o investidor passa a conviver com as incertezas inerentes ao processo de escolha financeira. Este trabalho procurou identificar a relação das heurísticas de excesso de confiança e ancoragem, quando relacionadas ao nível de conhecimento dos investidores no consumo das aplicações financeiras quando os investidores se tornam superavitários. A tomada de decisão no consumo de ativos financeiros está permeada de incertezas e risco das mais diversas naturezas, e tem sido estudada desde a década de 50, porém foi no século XX que as heurísticas foram consideradas referenciais capazes de impactar a decisão de consumo de um produto financeiro. Por meio de uma pesquisa quantitativa na classe A e B – camadas sociais potenciais consumidoras de aplicações financeiras, procurou-se investigar se o conhecimento pode impactar na decisão de escolher uma aplicação financeira.