Empreendedorismo, Colaboração e Coworking
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Empreendedorismo, colaboração e coworking

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Empreendedorismo, colaboração e coworking: análise dos discursos do Impact Hub São Paulo e de seus membros

Marcelo May Spina Junior

Orientador(a): Vander Casaqui

Esta pesquisa tem como tema o trabalho colaborativo e a atividade empreendedora dentro do Impact Hub São Paulo, uma empresa de coworking que tem, como missão, proporcionar um espaço voltado à produtividade empreendedora por meio da colaboração, troca de experiências e formação de redes de trabalho entre diferentes projetos. Temos como objetivo compreender, em perspectiva crítica, o empreendedorismo (como trabalho, cultura e estilo de vida) e o trabalho colaborativo, além de seus significados e relevância na contemporaneidade – especialmente para os membros do Impact Hub São Paulo. Para tanto, a investigação utiliza como abordagem teórica a análise do discurso de linha francesa (ORLANDI, 1999) para compreender a produção simbólica e a ideologia presentes na comunicação do Impact Hub. Posteriormente, através da aplicação de entrevistas semi-estruturadas (BONI; QUARESMA, 2005), é feita a análise dos discursos dos próprios membros do Hub acerca do trabalho colaborativo e, também, das relações de consumo que ocorrem dentro do próprio espaço. O quadro teórico que dá suporte a esse trabalho empírico é baseado em autores como Boltanski e Chiapello (2009), Sennett (2005; 2006; 2009; 2012), Ehrenberg (2010), Han (2013; 2015) Gaulejac (2007), Casaqui (2014; 2015a; 2015b; 2016a; 2016b), entre outros.Conforme a análise dos resultados, compreendemos que o Impact Hub São Paulo busca posicionar-se como um espaço que promove relações colaborativas entre seus membros com a promessa de que cada projeto apresentará um melhor desempenho empresarial e que, assim, estes projetos irão construir “um mundo melhor” através do impacto social. Contudo, a partir da análise dos discursos de seus membros, compreendemos que as relações de trabalho dentro deste espaço não são, de fato, relações colaborativas e que a convocação para construir um “novo mundo” a partir de um “trabalho colaborativo de alto impacto” configura-se meramente como parte da retórica do capitalismo a fim de engajar os indivíduos neste modo de produção.

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