Discursos sobre o consumo nos blogs da comunidade Vivir Al Máximo
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Discursos sobre o consumo nos blogs da comunidade Vivir Al Máximo

Discursos sobre o consumo nos blogs da comunidade Vivir Al Máximo

Herman Daniel Afanador Jimenez

Orientador(a): Tania Hoff

As novas mídias, as altas velocidades de conexão à Internet e o acesso a partir de dispositivos eletrônicos como computadores portáteis, celulares e smartphones, hoje possibilitam a qualquer pessoa escrever para um público em qualquer lugar do mundo. As empresas de tecnologia agora permitem o surgimento de novos comunicadores, que chamaremos ao longo deste trabalho com o nome de blogueiros. Considerando o contexto de globalização e pós-modernidade, esta pesquisa tem como objetivo analisar os discursos sobre o consumo e as convocações biopolíticas promovidas pelos blogs de uma comunidade chamada Vivir Al Máximo, cuja origem está num blog de viagens que se posiciona contra o consumo exagerado. Com efeito de alcançar o objetivo, este trabalho é constituído de uma parte teórica e uma parte empírica. Quanto ao quadro teórico, abordamos os eixos de comunicação — partindo de uma contextualização do universo de blogs e cibercultura —, consumo e análise do discurso. Quanto aos procedimentos metodológicos, analisamos o discurso da comunidade de Vivir Al Máximo a partir de entrevistas em profundidade com alguns dos seus membros, buscando verificar
as lógicas sobre as quais estão construídos os discursos sobre o consumo na fala dos entrevistados, a partir dos seguintes aspectos: do que e como consumir, do trabalho, do dinheiro e da educação financeira. Os resultados nos mostram que, no corpus analisado, a noção do consumo proposta é contrária às ideias de acúmulo e de excesso e propõe um consumo no qual o material é consumido pelo seu valor de uso, e não mais pela sua
marca, como ocorre na indústria publicitária. Tal concepção de consumo parece se opor ao consumismo, que privilegia a posse, o acúmulo e o gastar. Entretanto, apesar de exaltar a experiência e o consumo do imaterial, esta se utiliza de elementos que fazem possível o consumo exagerado em uma sociedade baseada no livre mercado para se sustentar: investir o dinheiro em experiências e em mercadorias não materiais.

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