Desvendando a economia colaborativa
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Desvendando a economia colaborativa

Desvendando a economia colaborativa : Um estudo quantitativo sobre as motivações de sua adesão

Caroline de Souza Ferraz

Orientador(a): Eduardo de Rezende Francisco

A colaboração deixou de ser somente um valor e tornou-se um estilo de vida. Com a ascensão das comunidades virtuais e redes sociais, os indivíduos retomaram os princípios e práticas colaborativas que extrapolaram o ciberespaço e passaram a ser aplicadas a outras dimensões físicas da vida. Essa mudança de comportamento tornou-se um fenômeno global, transformando o modo como as pessoas vivem e consomem. Dentro desse contexto, a presente  dissertação tem como objetivo entender as motivações que levam à adesão da economia colaborativa, tendo como foco jovens da Região Metropolitana de São Paulo nascidos na década de 1990 ˗ que cresceram com o advento da internet. O estudo propõe um diálogo entre autores como Bockmann (2013), Lamberton e Rose (2011), Van de Glind (2013) e Hamari et al. (2013) com a finalidade de compreender os diferentes fatores motivacionais para a  colaboração e atribui quantificações a eles por meio de uma pesquisa survey com 570 entrevistados. Os resultados contribuem tanto para a literatura quanto para o mercado brasileiro no que diz respeito à economia colaborativa, mostrando que a relação do brasileiro, apesar do fortalecimento de valores coletivos, ainda é bastante individual e racional. As principais motivações relacionadas aos serviços financeiros consistem na conveniência e praticidade,  redução de custos e no acesso a serviços novos e diferenciados, todas elas consideradas extrínsecas, ou seja, em função de um benefício ou recompensa. Os fatores sociais e sustentáveis, por sua vez, não se mostraram impulsionadores diretos. Mais do que trazer maior compreensão sobre o fenômeno, esta investigação busca fomentar discussões e novos estudos acerca do futuro da economia colaborativa.