Construindo identidades, espaços e sentidos
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Construindo identidades, espaços e sentidos

Construindo identidades, espaços e sentidos : o consumo cotidiano na cidade de São Paulo, um olhar sobre a Rua Augusta

Bruna Freire Bastos

Orientador(a): Marcia P Tondato

O tema desta pesquisa é a construção da identidade na metrópole contemporânea, caracterizada pela velocidade e pela fragmentação, dando ênfase à discussão sobre a constituição das imagens, dos imaginários e das ideologias mobilizadas pelos sujeitos em seu movimento cotidiano pelas ruas da cidade de São Paulo. O quadro teórico-conceitual que dá base à investigação se relaciona à interseção entre as áreas da comunicação e do consumo,
apoiando-se principalmente em Walter Benjamin, Néstor Garcia Canclini, Edgar Morin, Marcia Perencin Tondato, dentre tantos outros autores que contribuíram para a articulação da interface entre estas duas áreas do conhecimento. Com vistas a isso, trabalhamos na perspectiva de responder a três objetivos centrais: a) conhecer as práticas de consumo material e cultural em relação às identidades explicitadas pelos entrevistados; b) verificar os sentidos atribuídos à cidade a partir dos hábitos e práticas de consumo dos entrevistados; c) explorar os laços de solidariedade e o sentimento de pertencimento em relação à cidade tomando a Rua Augusta como recorte. Organizamos a reflexão em dois eixos: no primeiro discutimos o consumo simbólico da imagem da cidade em relação à construção das identidades dos sujeitos e da própria cidade, no segundo refletimos sobre o consumo cotidiano como prática identitária, de pertencimento e de cidadania. O referencial empírico teve como base entrevistas em profundidade realizadas com moradores e trabalhadores localizados na Rua Augusta, na cidade de São Paulo. Por meio da Análise de Discurso de linha francesa refletimos sobre os discursos dos entrevistados e articulações com as narrativas constituintes de suas identidades e das identidades da cidade. Sinteticamente, o consumo da Rua Augusta se relaciona à construção de uma imagem marcada pela diversidade e pela novidade em contraste a outros espaços urbanos, caracterizados pela impessoalidade e pela monotonia. O imaginário que disso irrompe é articulado pela prática de um “caminhar a pé” que coloca o
sujeito em circulação através dos circuitos urbanos e midiáticos, permitindo que aflore um sentimento do pertencimento em diálogo com uma sociabilidade experimentada individual ou coletivamente, embebida nos conteúdos da cultura do consumo.

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