Comunicação publicitária e consumo da arte contemporânea
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Comunicação publicitária e consumo da arte contemporânea

Comunicação, educação e história: a recepção do discurso do Memorial da Resistência de São Paulo por parte de professores (as) e alunos (as) do Ensino Fundamental II e Ensino Médio

Marcio Geraldo Casarotti

Orientador(a): João Anzanello Carrascoza

Seria a arte contemporânea um “produto” a ser comunicado para o consumo, da mesma maneira que os outros produtos e serviços? Os discursos e midiatizações de sua comunicação publicitária deveriam seguir as mesmas estratégias de produção? Ter as mesmas expectativas de informação, reverberação e articulação de compreensão e sentido? Este projeto parte das percepções de uma diferenciação entre dois territórios que, embora culturalmente entrelaçados no avançar da história, requerem uma aproximação epistemológica mais aprofundada na contemporaneidade. Produtos e serviços oferecem benefícios tangíveis e intangíveis, num universo de funcionalidade, pragmatismo e assertividade. E são propulsionados ao consumo por meio de discursos publicitários menos afeitos a riscos de incompreensão ou ineficácia mercantil. Por uma outra visada, a arte contemporânea oferece experiências mais abertas de sensibilização e significação. As obras muitas vezes adversas a uma compreensão instantânea, que as rotulem e imobilizem seu campo de significados, tensionam as dimensões da linguagem e dos discursos, as premissas de funcionamento das sociedades, as lógicas e as moralidades. Esta pesquisa objetiva investigar as lógicas da produção e as estratégias de midiatização da comunicação para o consumo da arte contemporânea. Para tanto, foca a interação entre arte contemporânea e sociedade global de informação e consumo, com o objetivo  de  compreender seus vetores de expressão, e como o discurso publicitário vem sendo utilizado a serviço da comunicação para o consumo da arte na atualidade. Isso será conduzido por meio da análise da comunicação integrada das peças publicitárias da Bienal de Arte de São Paulo, nas edições entre 2000 e 2010, e outras referências contextuais, referenciando-se em dispositivos da Análise de Discurso de linha francesa, enriquecidos dos aportes teóricos de Rocha (2010) e Carrascoza (2007), entre outros.

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