Comunicação, educação e história
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Comunicação, educação e história

Comunicação, educação e história: a recepção do discurso do Memorial da Resistência de São Paulo por parte de professores (as) e alunos (as) do Ensino Fundamental II e Ensino Médio

Felipe Carvalho Correa de Mello

Orientador(a): Maria Aparecida Baccega

O Memorial da Resistência de São Paulo está voltado para a pesquisa, salvaguarda e comunicação das memórias e narrativas históricas da resistência, do controle e da repressão durante o Brasil Republicano, privilegiando as narrativas e memórias sobre a Era Vargas (1930-1945) e a ditadura civil-militar (1964-1985). Em nossa pesquisa, em primeiro lugar, buscamos delinear as dimensões comunicativas do Memorial da Resistência de São Paulo.  Esse processo envolve a argumentação teórica de que essa instituição museológica é constituída como um meio de comunicação/mídia, fazendo parte do campo da Comunicação. Em segundo lugar, tendo em vista que a escola formal ainda é o espaço privilegiado de reflexão sobre a realidade social, realizamos uma pesquisa buscando compreender o processo de recepção do discurso do Memorial da Resistência de São Paulo por parte de professores  (as) e alunos (as) do nono ano do Ensino Fundamental II e do terceiro ano do Ensino Médio. Nesse âmbito, buscamos iluminar o processo de (re) produção de sentidos hegemônicos e/ou contra hegemônicos sobre a ditadura civil-militar. Fundado nas reflexões apresentadas pelos campos da Comunicação, da História e da Educação, concebemos, por um lado, que o discurso expositivo do Memorial da Resistência de São Paulo é constituído como um discurso contra hegemônico predisposto a operar como embate à concepção hegemônica acerca da ditadura civil-militar em circulação nos meios de comunicação e no campo escolar Por outro, compreendemos como sentidos hegemônicos o conjunto de discursos que relativizam e/ou silenciam sobre a violência; a tortura; a corrupção; as diversas violações aos direitos humanos; a censura; o genocídio dos povos indígenas; as lutas de resistências etc. ocorridas durante a ditadura civil-militar, chegando ao ponto de justificá-la e legitimá-la e, em alguns contextos cotidianos, clamar por sua volta. Esta pesquisa está situada na confluência de quatro campos teóricos: (1) Estudos de Recepção Latino-Americanos; (2) Estudos Culturais Britânicos; (3) Teoria das Mediações e (4) Análise de Discurso de Linha Francesa (ADF). Esses quatro campos são amarrados pelas reflexões do campo da Comunicação Educação.