Comunicação e consumo de afetos no jornalismo das mídias independentes digitais
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Comunicação e consumo de afetos no jornalismo das mídias independentes digitais

Comunicação e consumo de afetos no jornalismo das mídias independentes digitais : Narrativas de protestos e ocupações contra a Reorganização Escolar em São Paulo

Omar Alejandro Sanchez Rico

Orientador(a): Rose de Melo Rocha

O entendimento de uma narrativa jornalística não obedece unicamente a regras estritamente racionais ou lógicas. É produto das afecções que o leitor experimenta a partir dos estímulos que a mensagem imago-textual fornece. Partindo do pressuposto de que as sociedades se organizam em partilhas de sensibilidades em fluxo, organizamos nosso objeto teórico sob a ótica de três vertentes: a dos afetos mobilizados nos consumidores de narrativas de mídias independentes; a narrativa de um acontecimento social por via da ação enunciativa das mídias independentes; e os processos de subjetivação de indivíduos e coletividades em estado de protesto social. Para responder a estas vertentes, utilizamos como aparato teórico um entrecruzamento entre o entendimento de Marilena Chaui, Vladimir Safatle e Muniz Sodré acerca das afecções nas mídias informativas; a noção de narrativa proposta por Michel de Certeau; e de identidade narrativa de Paul Ricoeur; o duplo conceito de política e polícia proposto por Jacques Rancière; com os autores Oscar Aguilera e Rose de Melo Rocha discutimos noções referentes à função política e estética dentro das narrativas informativas de violência durante atos de mobilização social. Trabalhamos com o objeto empírico das representações imagéticas produzidas durante as manifestações contra a proposta de Reorganização Escolar do estado de São Paulo, no ano de 2015. Desta manifestação social nos interessa, especialmente, discutir sobre a identidade narrativa das cenas de violência entre os estudantes e a polícia militar do Estado de São Paulo, quando agenciadas pelo jornalismo da mídia independente online. Desse modo, indagamos sobre a base emocional da comunicação, da qual emerge a ideia de um sujeito auto-reflexivo.

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