Comunicação e consumo da marca global.
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Comunicação e consumo da marca global.

Comunicação e consumo da marca global. Transformações estratégicas contemporâneas no território simbólico de McDonald´s.

Viviane Riegel

Orientador(a): Vander Casaqui

O estudo de marcas globais se insere no campo da comunicação na ação desses atores, como enunciadores de mensagens cada vez mais presentes na sociedade contemporânea. Os textos e imagens dessas marcas compõem o cenário das grandes metrópoles ao redor do mundo, dialogando com nosso cotidiano. Os fluxos comunicacionais das marcas encontram em suas lojas um espaço de consumo privilegiado, pois constroem em seu ambiente as cenas que estrategicamente definem em seu discurso. Na discussão dessa temática, o objeto desse estudo são os processos comunicacionais da marca McDonald´s em suas lojas ao redor do mundo, analisadas como discursos organizados a partir de sua espacialidade, que sofreu transformações nos últimos anos. Estudamos a representação do processo produtivo, bem como a proposição do consumo do sentido expresso pela cultura global em suas lojas, com o objetivo de compreender a dimensão sociocultural da marca McDonald´s. A proposta de consumo construída nesse ambiente é resultado da organização do trabalho e dos estímulos comunicacionais dirigidos aos seus consumidores. Dessa forma, as estratégias discursivas da marca são analisadas pela dimensão estética de seu território, dentro de regimes de visibilidade do processo de produção e consumo. A metodologia utilizada para a análise do espaço de consumo privilegiado de McDonald´s é a análise do discurso da linha francesa, aplicada nas categorias de espacialidade, temporalidade e subjetividade, para o estudo do ethos da marca, como os traços de personalidade do ator da enunciação nessa nova proposta de consumo. A partir desse estudo, verificamos como as transformações na forma como a marca encena sua proposta de consumo em suas lojas fortalecem seu imaginário de fast food global, que está flexível pela negociação com discursos antagônicos, como o do slow food, ou com elementos locais, que demandam adaptação da rede norte-americana.

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