Comunicação, consumo e envelhecimento prêt-à-porter
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Comunicação, consumo e envelhecimento prêt-à-porter: Jane Fonda e o ideal do envelhecimento bem-sucedido

Kareen Terenzzo

Orientador(a): Gisela Castro

Esta pesquisa tem como tema o envelhecimento feminino na contemporaneidade: o debate social sobre o assunto e sua crescente presença midiática por meio de narrativas imagéticas positivas e apoiadas em premissas que atribuem a responsabilidade de “envelhecer bem” à autogestão do indivíduo. Trata-se de uma pedagogia de comportamentos que irão proferir estilos de vida e modos de envelhecer com sucesso. A partir das representações na mídia que costumam não levar em conta o envelhecimento em suas diferenças e diversidades, utilizamos a expressão “envelhecimento prêt-à-porter”, para designar um modelo de envelhecimento idealizado que se propõe a servir a todas as mulheres, indiscriminadamente. Entendemos que esse ideal de envelhecimento tem suas bases no espírito do tempo na interface histórica que conduziu as transformações da modernidade e suas interligações entre comunicação e consumo, as quais alteraram o modo de viver e consumir. Para ancorar nossa pesquisa, elegemos como objeto empírico a atriz e celebridade Jane Fonda, que se transformou em autora de autoajuda e se dispõe a servir como modelo para o que ela chama de “o terceiro ato da vida” – um projeto de autogestão para envelhecer “bem” e “viver a vida plenamente” na maturidade. A pesquisa está apoiada em três eixos principais: comunicação e consumo, subjetividades e o envelhecimento feminino. A discussão se fundamenta à luz dos aportes dos estudos culturais, dos estudos de celebridades; estudos do envelhecimento; estudos feministas e estudos que relacionam comunicação, consumo e entretenimento para analisar criticamente o corpus empírico selecionado. A partir da análise de cunho reflexivo apresentamos uma seleção de materiais nos quais Fonda se afigura como mentora e modelo do envelhecimento considerado “bem-sucedido” fundamentado no imperativo da juventude e no projeto de autogestão do eu moderno. Como conclusão, se apresenta a trajetória de Jane Fonda em sintonia com o capitalismo – sua configuração socioeconômica da sociedade neoliberal – e o projeto social alicerçado na gestão do “eu empreendedor”.

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