A influência das redes estratégicas na reciclagem de material eletrônico no exterior gerando vantagem competitiva sustentável
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A influência das redes estratégicas na reciclagem de material eletrônico no exterior gerando vantagem competitiva sustentável

A influência das redes estratégicas na reciclagem de material eletrônico no exterior gerando vantagem competitiva sustentável

Rony Salgado Locher

Orientador(a): George Bendinelli Rossi

Esta pesquisa investiga como redes estratégicas contribuem para o desempenho financeiro e operacional de uma empresa de reciclagem em âmbito internacional. O referencial teórico e conceitual inclui: ecologia  industrial, redes estratégicas e vantagem competitiva sustentável. Na parte empírica de natureza qualitativa, que tem o ambiente natural como fonte direta de dados e o pesquisador como instrumento fundamental, foi realizado um estudo de caso, que é um processo específico escolhido para o desenvolvimento desta pesquisa, através de pesquisa exploratória com uma empresa brasileira de reciclagem de placas de circuito eletrônico, que atua no mercado há mais de 15 anos, exportando esse tipo de material para  processamento em fundições secundárias no exterior. Ao todo foram conduzidas sete entrevistas em profundidade com os sócios gestores da empresa, e um executivo da fundição processadora no exterior. Dessas entrevistas, três delas solicitaram sigilo tanto de suas identidades, como dos conteúdos apresentados. As demais estão nesta na pesquisa descritas na sua totalidade. Também foram analisados seis estudos e relatórios nacionais e internacionais, e mais de 200 páginas de matérias publicadas em mídia impressa e digital sobre o tema. Como resultados, os principais achados indicam que uma empresa para
participar  de uma rede, tem que ter recursos proprietários, do seu pleno domínio e conhecimento, tais como: acesso à informação, recursos, mercados e tecnologias com as vantagens de aprendizado e economias de escala e
escopo permitindo às empresas atingirem a seus objetivos estratégicos como diminuição de riscos e terceirização dos estágios da cadeia de valor e funções organizacionais.  Tais recursos devem também ser os das outras empresas da rede; tem ainda que existir um relacionamento durável e confiável ao longo do tempo,  relacionamento esse, não oportunista, e que gere confiança mútua. Com esses elementos teremos então a criação de laços, que podem ser
identificados como vínculos de comum interesse, que manterão a rede coesa e competitiva nos seus respectivos mercados de atuação. Essa relação pode gerar ao longo do tempo uma vantagem competitiva sustentável, que pode
expressar superioridade da rede em relação a sua concorrência, agregando valor, que não possa ser simultaneamente incorporado por outras empresas.

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