A influência da autoestima
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A influência da autoestima

A influência da autoestima, da autoestima do corpo e do materialismo na aceitação da cirurgia plástica - Estudo comparativo entre Brasil e Portugal

Viviane Eiko Ito Yamasaki

Orientador(a): Mateus Canniatti Ponchio

O objetivo geral desse trabalho é testar a influência da autoestima, da autoestima do corpo, e do materialismo na aceitação da cirurgia plástica estética (CPE). Para isso, foi desenvolvida uma revisão da literatura dos construtos investigados relacionados ao tema. A partir do referencial teórico, foram desenvolvidos os seguintes objetivos específicos: (i) verificar a influência da autoestima, da autoestima do corpo, do materialismo e das variáveis de controle na aceitação da cirurgia plástica estética, e (ii) comparar a aceitação da CPE entre os indivíduos residentes no Brasil e em Portugal. Para cumprir os objetivos desse trabalho foi empregado o método survey, com aplicação de questionário via internet. O questionário foi formado a partir das seguintes escalas: escala da Autoestima de Rosenberg (1965), escala SDQIII – Dimensão aparência física de Marsh (1984), escala de materialismo de Richins (2004), conforme adaptada e validada no contexto brasileiro por Ponchio e Aranha (2008), e escala da Aceitação da Cirurgia Plástica Estética (ACSS) de Henderson-king e HendersonKing (2005). Foram coletados 217 questionários válidos no Brasil, compostos principalmente por residentes da cidade de São Paulo, e 142 questionários válidos na amostra portuguesa, a qual é constituída principalmente por moradores da cidade do Porto. Os resultados obtidos indicaram: (i) o efeito de gênero – as mulheres aceitam mais a CPE do que os homens; (ii) o efeito país – os brasileiros aceitam mais a CPE do que os portugueses; (iii) suportou parcialmente H1 – as pessoas de maior autoestima aceitam mais a cirurgia plástica estética do que os indivíduos com menor autoestima; (iv) suportou parcialmente H2 – as pessoas de menor autoestima do corpo aceitam mais a cirurgia plástica estética do que os indivíduos com maior autoestima do corpo; e por fim (v) indicou fortes evidencias para suportar H3 – as pessoas mais materialistas aceitam mais a cirurgia plástica estética do que os indivíduos menos materialistas. Uma das limitações do estudo está no uso de amostra não probabilística. Por fim, entre as contribuições desse trabalho, está o aspecto cross-cultural, que evidenciou que os brasileiros aceitam mais a CPE do que os portugueses.